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CEMIG monta sistema de proteção contra raios
 
     
 

Além da empresa, FURNAS Centrais Elétricas dedica-se há quatro anos às pesquisas para prevenção contra descargas atmosféricas

Publicado na Gazeta Mercantil em 27 de março de 2001

A Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) está na frente e desde 1985, desenvolve siste-mas próprios de proteção contra raios. Há quatro anos Furnas - Centrais Elétricas S.A, responsável por 43% da energia elétrica consumida no País, também passou a se dedicar a pesquisas. 
A companhia administra um complexo de dez usinas hidrelétricas, duas termelétricas, e 42 subestações, num total de 18 mil quilômetros de linhas de transmissão, que abastece o Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás e Tocantins. A área atendida pela empresa concentra 67% da produção industrial O Brasil é atingido todos os anos por aproximadamente cem milhões de raios, o equivalente a 70% de todas as descargas elétricas sofridas pelo planeta.

Proteção

Proteger os sistemas de geração, transmissão e distribuição não é tarefa fácil. As linhas de transmissão normalmente são cobertas por um sistema de pára-raio na forma de uma linha contínua que passa sob as linhas. Já, as linhas de distribuição são dotadas de pára-raios verticais instalados nos postes. Pinto Júnio explica que, dependendo da trajetória do raio, nada disso é capaz de proteger o sistema.
"Um raio vertical pode mudar de posição e atingir as linhas ou cair entre um poste e outro exemplifica. "Não existe a possibilidade de uma blindagem e além disso, nem sempre os pára-raios tem capacidade suficiente para dissipar descarga elétrica, dependendo da intensidade, deixando escapar faíscas que acabam, atingindo a rede e residências. Há o fato ainda de que as linhas de distribuição (postes) são as mais suscetíveis à propagação da radiação emitida pelo raio e que provocam sobretensões na rede numa extensão de até cem metros.

Todo o aparato que cobre as redes é limitado à própria rede, uma vez que o raio de cobertura dos pára-raios é proporcional à altura, ou seja, um sistema de dez metros, cobre uma área de dez metros ao seu redor. A maior parte dos sistemas de proteção das redes foi desenvolvida pelas próprias companhias de transmissão e distribuição de energia elétrica.
A eficiência de um pára-raio pode ser aumentada melhorando-se o aterramento. Pinto Júnior diz que essa é uma área de pesquisa que deve contribuir significativamente para reduzir os estragos causados pelos raios. No ano passado, foram concluídas duas teses de mestrado sobre dissipação de corrente na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Prejuízo

A Bandeirante Energia, empresa que fornece energia elétrica para dois milhões de pessoas em 19 municípios do Vale do Paraíba, teve um prejuízo de R$ 210 mil nesse início de ano com a troca de 141 transformadores danificados por raios. O gerente executivo da área técnica do Vale do Paraíba, José Gelaldo de Souza Pereira, diz que a quantidade de transformadores queimados durante as tempestades de verão foi três vezes maior que no mesmo periodo do ano passado.

Em 2000 as chuvas e os raios foram responsáveis pela perda de um total de 400 transformadores, cada um avaliado em cerca de R$1.500. Além da queima dos transformadores, os raios podem desligar os dispositivos que protegem as linhas de curto-circuito. Na zona rural os raios destróem os postes de madeira.

Uma das alternativas propostas pelos especialistas para reduzir os cortes de energia é o redimensionamento do fornecimento. "Como no Brasil os sistemas de distribuição de energia são integrados e as tempestades podem ser monitoradas é possível desligar uma linha onde esteja ocorrendo tempestades e redi-mensionar parte da energia para outra linha", sugere o coordenador das pesquisas de raios do INPE, Osmar Pinto Júnior.

Os raios podem alcançar uma distância de 10 a 20 quilômetros em relação ao local da tempestade. São os chamados raios de céu azul. Em casos raríssimos podem atingir até 100 quilômetros, segundo Pinto Júnior. As descargas que partem do topo as nuvens são as que alcançam distâncias maiores. "É quando há mais chance de que o raio se envolva na atmosfera por alguns quilômetros antes de cair".

Dispositivos de proteção eletroeletrônica, os chamados supressores de surto (sobretensões), têm ajudado a reduzir os prejuízos domésticos quando raios ou faíscas alcançam a rede elétrica. Os especialistas recomendam a utilização dessas tomadas especiais em residências que ficam em áreas com alta incidência de raios, próximas a rede elétrica ou que costumam ter aparelhos eletroeletrônicos queimados com frequência.

Ribeirão Preto é a região do Estado mais suscetível aos raios, com uma média de 10 des-cargas por quilômetro quadra-do, por causa das altas temperaturas e da proximidade da cadeia de montanhas na divisa com Minas Gerais, depois vem Campinas, Araraquara e Vale do Paraíba, com índices dentre sete e oito descargas por quilômetro quadrado.