Pagina Inicial    
Saiba mais sobre o REDULIGHT
Objetivo da Kienergia
Adquira nossos produtos
Atualidades sobre energia elétrica
Seja nosso parceiro comercial
Cadastre para receber novidades em NewsLetter
Ligue: 19 3524.1654

 

 

 

     
 
Centros urbanos atraem mais raios
 
 
 
 

Trabalho inédito aponta maior presença dos fenômenos 
em reglões industrializadas.

Publicado na Gazeta Mercantil em 27 de março de 2001

Pesquisas mostram que os grandes centros urbanos e regiões altamente industrializadas do País, como o Vale do ParaIba, atraem mais raios. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) concluem estudo feito em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Vale e Campinas, que associa a mudança ao aumento da temperatura, provocado pelo adensamento urbano e pela poluição.
No último verão, somente o interior paulista foi atingido pelo dobro de raios, segundo o coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), Osmar Pinto Junior. O Vale do Paraíba recebeu 50 mil descargas elétricas, cinco vezes mais que a média dos últimos anos, ou 2,5 raios por quilômetro quadrado, com picos de até 10 raios por quilômetro quadrado. Em Campinas, a média de raios elevou de 9 mil para 15 mil. Já na Grande São Paulo foram registradas 40 mil descargas elétricas ante uma média de 15 mil.

O estudo conclui que no Vale os raios ocorrem com mais freqüência em São José dos Campos e Jacareí, regiões com alta concentração de indústrias e maiores niveis de poluição. "A poluição modifica as particulas de gelo nas nuvens, provocando as descargas elétricas", diz coordenador do ELAT. A pesquisa aponta que, nos grandes centros, os raios atingem mais as áreas centrais do que os arredores, devido ao efeito "ilha de calor" desencadeado pela concentração de prédios e asfalto. Este ano os pesquisadores foram surpreendidos com o aumento de mortes no perímetro urbano. "Nunca ocorreram cinco mortes na cidade de São Pauto em um só mês como neste ano", diz Pinto Júnior. A incidência de raios no Brasil não chegou a aumentar, observa, mas está mais concentrada nos grandes centros. Falta também uma maior conscientização por parte da população.

Os especialistas dão algumas dicas de como evitar as situações de maior risco, mas em se tratando de um fenômeno da natureza não há lugar seguro. Alguns cuidados podem ser tomados para diminuir os prejuizos com a interrupção de energia elétrica e a queima de eletrodomésticos, no entanto, não existem sistemas de proteção 100% eficientes.
Os raios causam a morte de até 200 pessoas e prejuízos de US$ 500 milhões por ano. Se as pesquisas que são feitas hoje em todo o mundo não ajudarem a conter os estragos, o futuro será ainda mais caótico. Cientistas prevêem para daqui a cem anos o aumento da temperatura do planeta entre três e seis graus centigrados, o suficiente para provocar o dobro de raios, principalmente nas regiões tropicais do planeta, segundo Pinto Júnior. O acréscimo de um grau na temperatura normal eleva as descargas elétricas em 30%.

Nos Estados Unidos, onde a incidência de raios é bem menor, o nIvel de conscientização da população é alto e os investimentos em sistemas de proteção são maiores, os prejuizos chegam a US$ 2 bilhões por ano em função de ser uma sociedade mais desenvolvida, com quantidade maior de computadores e outros aparatos de alta tecnologia. No Brasil, 70% das interrupções no fornecimento de energia são causadas por raios. Apesar disso, ainda são poucas as empresas de energia que investem em pesquisas para melhorar a proteção das redes de distribuição e transmissão